Doenças cardiovasculares pré-existentes e controle glicêmico em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 na Europa: um estudo de coorte pareado PDF Imprimir E-mail

Doenças cardiovasculares pré-existentes e controle glicêmico em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 na Europa: um estudo de coorte pareado

Embora haja um número crescente de evidências mostrando que pacientes com diabetes mellitus tipo 2 (DMT2) apresentam pior controle glicêmico em geral, não está claro se pacientes com DMT2 com doenças cardiovasculares (DCV) pré-existentes tendem a ter melhor ou pior controle glicêmico que pacientes sem DCV pré-existentes. Pesquisadores ligados à Cleveland Clinic publicaram, recentemente, no Cardiovascular Diabetology, um estudo em que examinaram o grau de controle glicêmico entre pacientes com DMT2 na Europa, portadores ou não de DCV pré-existente.

Foi realizado um estudo de coorte pareado, baseado em um estudo multicêntrico, observacional, com revisão retrospectiva de prontuários médicos de pacientes com DMT2 na Espanha, França, Reino Unido, Noruega, Finlândia, Alemanha e Polônia. Os pacientes incluídos tinham 30 anos ou mais à época do diagnóstico de DMT2, tinham acrescido uma sulfoniuréia ou um agonista do PPAR-g à falência de monoterapia com metformina (dado índice) e tinham uma DCV pré-existente (casos). Uma coorte controle com DMT2 sem DCV pré-existente foi identificada utilizando um pareamento de escore de propensão 1:1. Com a estratégia diferença-na-diferença, análises logísticas e de regressão linear foram aplicadas para identificar diferenças no controle glicêmico por DCV durante o período de acompanhamento, após controle para dados demográficos basais, informações clínicas e uso de medicamentos anti-hiperglicêmicos concomitantes.

O percentual de pacientes-caso com controle glicêmico adequado em relação aos pacientes controle durante o primeiro, segundo, terceiro e quarto anos após o dado índice foi igual a 19,9 versus 26,5, 16,8 versus 26,5, 18,8 versus 28,3 e 16,8 versus 23,5, respectivamente. Casos tiveram tendência significativamente menor de ter controle glicêmico adequado (OR = 0,62; IC95% = 0,46 – 0,82) que controles após ajustamento para diferenças basais, tendência secular e outras covariáveis potenciais de confusão.

Os pesquisadores concluíram que pacientes portadores de diabetes tipo 2 com doenças cardiovasculares pré-existentes tendem a ter pior controle glicêmico que pacientes sem doença cardiovascular pré-existente, sendo iguais todos os demais fatores. Isto sugere que clínicos devem prestar mais atenção ao controle glicêmico de pacientes com diabetes tipo 2 com doenças cardiovasculares.



Uma resenha de Pré-existing cardiovascular diseases and glycemic control in patients with type 2 diabetes mellitus in Europe: a matched cohort study - Cardiovascular Diabetology; 2010;9:15

 

 

 

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